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sábado, 7 de julho de 2012

Baobá



Conta a tradição que, antes de serem embarcados, os prisioneiros vendidos aos negreiros como escravos eram obrigados a dar voltas em torno de um baobá, a "Árvore do Esquecimento", para perder a memória de seus vínculos de família, língua ou costumes e seu pertencimento a um lugar e uma cultura, garantindo que não recaísse sobre seus algozes a culpa por seus sofrimentos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O leopardo e o fogo














Antigamente o leopardo e o fogo eram grandes amigos. O leopardo vivia como agora, na selva, e o fogo em uma caverna.

As vezes o leopardo fazia longas caminhadas para ir ver seu amigo fogo... Um dia, o leopardo diz ao fogo: - Porque não devolves minhas visitas ? E porque estás sempre aqui metido nesta caverna, em companhia destas pedras pretas ?

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O fogo lhe respondeu: É muito melhor que eu esteja aqui. Se saio, posso ser muito perigoso. Mas o leopardo insistiu tanto, que no fim convenceu seu amigo, que disse: Bem, mas primeiro limpa cuidadosamente a explanada que tem diante da caverna...

O leopardo era um tanto que preguiçoso, assim arrancou as ervas, mas deixou alguma que outra folha seca no caminho da explanada. Quando o fogo saiu de sua caverna, se transformou em seguida em um grande incêndio que impulsionado pelo vento, chegou até as copas das árvores.

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O leopardo aterrorizado, começou a correr de uma lado para outro e queimou sua pele. Por isso, hoje, o leopardo leva os sinais das queimaduras e quando vê ao longe o seu amigo o fogo, foge como louco...


MORAL: OS PREGUIÇOSOS E OS INCONSTANTES PERDEM ATÉ OS AMIGOS.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Lenda da Girafa










"Há muito, muito tempo, a girafa era um animal igual aos outros, com um pescoço de tamanho normal. Houve então uma terrível seca. Os animais comeram toda a erva que havia, até mesmo as ervas secas e duras, e andavam quilómetros para ter água para beber. Um dia, a Girafa encontrou o seu amigo Rinoceronte. Estava muito calor e ambos percorriam lentamente o caminho que levava ao bebedouro mais próximo e lamentavam-se.- Ah, meu amigo - disse a Girafa, - vê só... Tantos animais a escavar o chão à procura de comida... Está tudo seco, mas as acácias mantêm-se verdes.- Hum, hum - disse o Rinoceronte (que não era - e ainda não é - muito falador). - Seria tão bom - disse a Girafa - poder chegar aos ramos mais altos, às folhas tenras. Há muita comida mas não conseguimos lá chegar porque não conseguimos subir às árvores.O Rinoceronte olhou para cima e concordou, abanando a cabeça:- Talvez devêssemos ir falar como o Feiticeiro. Ele é sábio e poderoso.- Que bela ideia! - disse a Girafa. - Sabes onde fica a casa do Feiticeiro?O Rinoceronte acenou afirmativamente e os dois amigos dirigiram-se para a casa do Feiticeiro após matarem a sede. Depois de uma caminhada longa e cansativa, os dois chegaram a casa do Feiticeiro e explicaram-lhe ao que vinham.Depois de os ouvir, o Feiticeiro deu uma gargalhada e disse:- Isso é muito fácil. Voltem amanhã ao meio-dia e eu dar-vos-ei uma erva mágica. Ela fará com que os vossos pescoços e as vossas pernas cresçam. Assim, poderão comer as folhas tenras das acácias.No dia seguinte, só a Girafa chegou à cabana na hora marcada. O Rinoceronte, que não era lá muito esperto, encontrou um tufo de erva ainda verde e ficou tão contente que se esqueceu do compromisso. Cansado de esperar pelo Rinoceronte, o Feiticeiro deu a erva mágica à Girafa e desapareceu. A Girafa comeu sozinha uma dose preparada para dois. Sentiu imediatamente uma sensação estranha nas suas pernas e pescoço e viu que o chão estava a afastar-se rapidamente. “Que engraçado!” pensou a Girafa, fechando os olhos pois começava a sentir-se tonta. Passado algum tempo abriu lentamente os olhos. Como o mundo tinha mudado! As nuvens estavam mais perto e ela conseguia ver longe, muito longe. A Girafa olhou para as suas longas pernas, moveu o seu pescoço longo e gracioso e sorriu. À sua frente estava uma acácia bem verdinha... A Girafa deu dois passos e comeu as suas primeiras folhas.Após terminar a sua refeição, o Rinoceronte lembrou-se do compromisso e correu o mais depressa que pôde para a casa do Feiticeiro. Tarde demais! Quando lá chegou já a Girafa comia, regalada, as folhas da acácia. Quando o feiticeiro lhe disse que já não havia mais ervas mágicas, o Rinoceronte ficou furioso, pois pensou que tinha sido enganado e não que fora o seu enorme atraso que o tinha prejudicado. Tão furioso ficou que perseguiu o Feiticeiro pela savana fora. Diz-se que foi a partir desse dia que o Rinoceronte, zangado com as pessoas, as persegue sempre que vê uma perto de si."

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Serpentes

















Uma das lendas Africanas diz que certo dia, o deus Leza veio à Terra e perguntou a todas as criaturas vivas quem desejaria não morrer nunca mais. Como todos dormiam, somente a cobra respondeu "EU". Começava a crença de que as serpentes nunca morrem e rejuvenescem todas as vezes que trocam de pele.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Origem do baobá




O Criador inicialmente plantou o Embondeiro na bacia do Congo, mas a árvore queixou-se do encharcamento constante das raízes que fazia o tronco inchar.
Então, o Criador, mudou-a para os Montanhas da Lua da África oriental. Mas o Embondeiro continuou a refilar por causa da humidade desconfortável. O Criador acabou por enfurecer-se, pegou no tronco inchado, e atirou-o para uma parte seca de África. A árvore aterrou de cabeça para baixo, ficando com as raízes definitivamente no a ar.

Em algumas partes da África, acredita-se que espíritos maléficos habitam as suas flores, e por isso, qualquer pessoa que apanhe uma flor será devorado por um leão. Em Madagascar, o Embondeiro de Grandidier (Adansonia grandidieri), é tido como o lugar de repouso dos espíritos; por isso, são feitas ofertas que são depositadas na sua base para assegurar fertilidade, boas colheitas e boa sorte.




Outras curiosidades deste gigante...

Em Moçambique, Embondeiros de tronco oco eram usados como casa por famílias inteiras.

Adanson, o gajo que primeiro tentou calcular a sua idade, estimou que duas árvores de uma ilha de Cabo Verde tinham 5150 anos!!!

A juntar às utilidades anteriormente descritas, serve também para fazer chapéus à prova de água e cordas de instrumentos; as folhas frescas são comestíveis (gosto parecido com os espinafres) e medicinais (boas para os rins, e fígado, para tratar asma e picadas de insectos). O pólen misturado com água dá uma excelente cola.

A polinização em África é feita por morcegos, em Madagáscar por morcegos e Lémures, enquanto que na Austrália são borboletas noturnas as encarregues da tarefa.



PS - Embondeiro é o mesmo que Baobá, que Polón e que Adansonia digitata...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma lenda africana diz que o homem chegou à Terra escorregando pelo pescoço de uma girafa, vindo do céu...